Clínica de Recuperação para Dependentes Químicos

Homem Treinando

Momento de Crise

O próprio termo “dependência química” ainda é muito assustador para muitas pessoas, pois, embora a literatura sobre o assunto já esteja relativamente vasta, o preconceito sobre a temática ainda faz parte dos fantasmas de muitas famílias que precisam de ajuda e, simplesmente, não sabem a quem recorrer.

O conceito de “crise” está diretamente relacionado aos pesadelos vividos pelo dependente químico e sua família e, talvez, tenha chegado a hora de procurar quem de fato sabe lidar com esses assuntos: uma CLÍNICA DE RECUPERAÇÃO DE DEPENDENTES QUÍMICOS especializada em lidar com essa problemática. Talvez a família e amigos já não saibam o que fazer diante de tamanha catástrofe que estão vivendo nos últimos anos. Saiba que não é só a família e amigos que não sabem o que fazer, pois, o dependente, provavelmente, já não tenha mais noção da realidade e não consiga mais lidar com essa terrível situação. O dependente químico sofre muito e, quando no uso da substância, não tem forças para sozinho sair da situação. É bom lembrar que é uma enfermidade amparada pela Classificação Estatística Internacional de Doenças.

Quero compartilhar, como forma de comparação, uma grande crise que a humanidade vivenciou e que, mesmo diante das adversidades, conseguiu superá-las. Especificamente, a Crise de 29, também conhecida como “Grande Depressão”. Talvez esse termo “depressão” seja o mais adequado para nossa analogia. Pois bem, em 1929, os EUA viveu o pior momento econômico da sua história, tal situação se deu, dentre outros fatores, em virtude da super produção, do conflito entre a oferta e a demanda, mas isso não é o ponto principal a ser abordado e sim a forma encontrada pelo aquele país e o seu governo para sair da depressão.

Uma crise relacionada à dependência química pode parecer, a princípio, irrevogável e insolúvel, mas se as devidas providências forem tomadas, é possível dar continuidade à vida. Um dos pontos principais é procurar especialistas no assunto. Nos EUA, o presidente Franklin Delano Roosevelt aprovou uma série de medidas conhecidas como New Deal (novo acordo) e o “American Way of Life” (modo de vida americano) teve que ser totalmente alterado para mudar a chave comportamental dos estadunidenses. A crise é o melhor momento para se avaliar o que pode ser mudado para melhorar a forma de viver e alçar voos mais altos. No caso alçado a cima, milhares de empresas quebraram e viram o seu sonho se desfazer, todavia, pouquíssimas empresas se reinventaram e passaram a englobar o rol das maiores fábricas e sociedades do mundo, a maioria delas sobrevivem até hoje.

No aspecto da dependência química, a família e, principalmente, o dependente precisam internalizar que para sair dessa situação se fazem necessárias mudanças de parâmetros radicalmente. O que ocorre é que, na maioria dos casos, os envolvidos na problemática não sabem onde buscar essa ajuda e entram em desespero. Se você se encontra nessa situação, acredite: você precisa buscar uma Clínica de Recuperação para Dependentes Químicos, pois, especialistas no assunto saberão quais mudanças devem ser tomadas para superar. Lembre-se: tudo depende de como olhamos para crise. Ou deixamos que ela se instale e nos aniquile, ou olhamos pra ela e enxergamos na situação um momento de mudanças de atitudes que pode mudar nossas vidas pra sempre e, acredite, para melhor. Portanto, tome a decisão correta e busque ajuda, pois, é a vida de um ser humano que está em jogo e que precisa de alguém que tenha a solução certa para o seu problema. No começo a necessidade de uma internação pode assustar um pouco, mas é um dos caminhos mais eficientes para quebrar a compulsão e mostrar ao dependente, quando este estiver são, que precisar mudar radicalmente os seus parâmetros comportamentais e emplacar numa nova maneira de viver. Nossa missão é lidar com vidas e não brincamos com aquilo que Deus nos deu como maior presente, a oportunidade de viver uma vida em abundância e não a miséria que as substâncias psicoativas oferecem para aqueles que a usam. Nosso norte está amplamente amparado nos direitos fundamentais que estão presentes no artigo quinto da Constituição Brasileira que, dentre outros princípios, está implícito, que “se deve tratar o desigual, desigualmente, na medida da sua desigualdade, para torna-lo, igual” (Aristóteles e Rui Barbosa).

Grato.

Arthur Benny da S. Braña – historiador e cientista jurídico.